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Babá brasileira morta em Portugal iria depor a favor de patrão sobre guarda de criança, diz marido da vítima

Babá cearense é encontrada morta em Portugal; patroa é suspeita de crime. A babá brasileira Lucinete Freitas, morta em Portugal em dezembro do ano passado, ...

Babá brasileira morta em Portugal iria depor a favor de patrão sobre guarda de criança, diz marido da vítima
Babá brasileira morta em Portugal iria depor a favor de patrão sobre guarda de criança, diz marido da vítima (Foto: Reprodução)

Babá cearense é encontrada morta em Portugal; patroa é suspeita de crime. A babá brasileira Lucinete Freitas, morta em Portugal em dezembro do ano passado, iria depor a favor do patrão em um processo sobre a guarda do filho dele com a mulher, apontada como principal suspeita do crime. A informação foi repassada ao g1 por Teodoro Júnior, viúvo de Lucinete, nesta terça-feira (6). Lucinete foi encontrada morta em um matagal de Amadora, região próximo à capital portuguesa Lisboa, após passar 13 dias desaparecida. A patroa dela, uma mulher de 43 anos que ainda não teve a identidade divulgada, foi presa como suspeita do crime e indicou onde o corpo estava. Teodoro disse que o casal de patrões vivia um relacionamento conturbado, e Lucinete presenciou diversas brigas. Ele falou que a vítima sempre se posicionava a favor do patrão quando era envolvida nas discussões. Ele acredita, inclusive, que essa é a motivação do crime. LEIA TAMBÉM: DENÚNCIA DO MP: Brasileira morta em Portugal foi assassinada pela patroa com golpe de bloco de cimento Brasileira morta em Portugal: patroa pegou celular da vítima e mandou mensagens sobre viagem fingindo ser ela, diz MP português "Ela se posicionava a favor do patrão nas brigas entre o casal. O patrão sempre foi uma pessoa com perfil social, minha esposa sempre defendeu muito ele, dizia que ele era um senhor muito íntegro, muito trabalhador. Aí ela relatava que a patroa já era um perfil totalmente diferente, uma mulher descompensada", disse Teodoro. "A motivação foi justamente essa. A motivação mesmo, propriamente dita, foi a questão dela ter se metido nas desavenças, nos conflitos entre o casal. Porque ela sempre gostou de se posicionar do lado do certo, do justo", complementou. O MP de Portugal informou que a patroa foi indiciada pelos crimes de "homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsidade informática". No Brasil, as tipificações similares são "homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e falsidade ideológica". Quatro meses no trabalho A cearense Lucinete Freitas, que morava em Portugal, sonhava em levar marido e filho para o país europeu. Arquivo pessoal Lucinete morava sozinha em Amadora, região metropolitana de Lisboa, e tinha planos para levar o marido e o filho de 14 anos para o país europeu em 2026. Ela estava há sete meses em Portugal e, há cerca de quatro meses, trabalhando como babá do filho do casal. Ela encontrou o emprego em um grupo nas redes sociais, após a patroa anunciar que estava precisando de uma babá — de preferência brasileira, conforme Teodoro, já que a patroa é maranhense. Já Lucinete era natural de Aracoiaba, no interior do Ceará. A relação com a patroa era "conflituosa", conforme o Ministério Público de Portugal. O motivo desses conflitos era o posicionamento da babá favorável ao patrão durante as brigas do casal. No entanto, houve momentos de boa relação com a patroa, conforme Teodoro — o que o deixou ainda mais revoltado com o crime. Conforme o viúvo, a patroa chegou a fazer um bolo para comemorar o aniversário de Lucinete 11 dias antes do crime. Lucinete foi morta no dia 5 de dezembro com um bloco de cimento usado para golpeá-la na cabeça, após aceitar da patroa uma carona para casa. No dia 18 de dezembro, a mulher foi presa apontada como suspeita do crime e revelou onde o corpo estava. A mulher ainda teria jogado entulho para ocultá-lo. Ela também, conforme o MP, pegou o celular da vítima e mandou mensagens fingindo ser a babá. Ao se passar por Lucinete, disse que estava viajando para o Algarve, em outra região de Portugal, com uma amiga, para evitar suspeitas sobre o desaparecimento. "Ela levou [minha esposa] para um local afastado da casa dela, macabramente. Ou seja, ela atraiu de forma selvagem. Um crime assim tão bárbaro, brutal. Em consequência de uma covardia, foi muito traiçoeiro", declarou Teodoro. "Eu não sei nem como expressar mais, não tenho nem palavras para isso. Eu não tenho mais lágrimas. Minha alma dói, meu coração dói, eu estou seco de lágrimas", lamentou o viúvo. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará